#GerandoNaCOP30



Rede GERA na COP30:
o protagonismo das periferias no centro do debate climático mundial

Daniel Paixão (Sócio-Fundador e Diretor Executivo do Hub Periférico - startup “Ih, Alagou” e Jovem Líder de Estratégias e Comunicação Ativista da Rede GERA), Paty Xavier (Coordenadora Executiva da Rede GERA e membro permanente do InterCidadania), Pedro Ribeiro (Secretário Executivo de Periferias - SEDUH/PE / Gov PE), Joice Paixão (Coordenadora de Envolvimento Territorial da Rede GERA e Diretora Executiva da Gris Solidário), Sarah Marques (Líder de Inovação Popular e Defesa Socioambiental da Rede GERA e Liderança do Coletivo Caranguejo Tabaiares Resiste) e Débora Paixão (Diretora-Presidente do Fruto de Favela e Curadora de Acolhimento e Integração da Rede GERA)
Belém, novembro de 2025.
Pela primeira vez, Pernambuco participou da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) com uma delegação fortemente representada por lideranças de base, organizações comunitárias e iniciativas periféricas. E pela primeira vez, a periferia de Pernambuco não foi apenas tema de debate: ela ocupou o centro da governança climática global.
A Rede GERA levou à COP experiências concretas de monitoramento comunitário de risco, inovação tecnológica, letramento climático popular e governança cooperada. Não foram promessas. Foram práticas já em curso nos territórios. Assim, demonstramos que as soluções reais para a crise ambiental não estão apenas na teoria, mas nas práticas de adaptação e justiça social que nascem nos territórios vulnerabilizados.
Criada em Pernambuco, a Rede GERA atualmente é integrada por mais de 20 organizações sociais, e conecta periferias, universidades, poder público, sociedade civil e organizações sociais em um modelo de gestão compartilhada que transforma comunidades vulnerabilizadas em laboratórios vivos de inovação climática e justiça ambiental.
O que apresentamos ao mundo
Durante a COP30, a Rede GERA apresentou o painel: “Governança Climática de Base: soluções periféricas para a adaptação justa”, evidenciando um modelo replicável que conecta:
❋ Monitoramento comunitário de risco
❋ Letramento climático popular
❋ Tecnologias sociais
❋ Inovação periférica
❋ Financiamento direto para os territórios

Entre os destaques:
❖ A tecnologia socioambiental desenvolvida na parceria da Gris Solidário com o Departamento de Geografia da UFPE, premiada pelo Programa Periferia Viva, integrando mapeamento comunitário, prevenção de desastres e mobilização territorial.
❖ A startup Ih, Alagou, criada por jovens da periferia de Olinda, com sensores de alagamento em tempo real já implantados na Região Metropolitana do Recife, fortalecendo o trabalho da Defesa Civil e da APAC.

O Futuro é Coletivo
A passagem pela COP30 selou passos decisivos, como a GERA na articulação do Acordo de Cooperação com o Governo de Pernambuco e a UPE. Com investimentos previstos superiores a R$ 2 milhões para a institucionalização de uma política pública antirracista de gestão de riscos, transformando comunidades em laboratórios vivos de inovação.

A delegação que fez história

Joice Paixão
Coordenadora de envolvimento territorial da Rede GERA e diretora executiva do Gris Solidário

Patrícia Xavier
Coordenadora executiva da Rede GERA e membro permanente do InterCidadania

Daniel Paixão
Sócio-fundador e diretor executivo do Hub periférico que integra a gestão da startup “Ih, Alagou”

Gabriela Feitosa
Gestora de projetos da Iniciativa PIPA (RJ) e facilitadora de estratégias políticas, institucionais e de sustentabilidade da Rede GERA

Sarah Marques
Líder de Inovação Popular e Defesa SocioAmbiental da Rede GERA e Liderança do Coletivo Caranguejo Tabaiares Resiste

Débora Paixão
Diretora Presidente do Fruto de Favela e Comunicadora Social Colaborativa da Rede GERA

Nuala costa
Fundadora da ONG TPM – Todas Para o Mar, educadora social, surfista e liderança preta na defesa da adaptação antirracista no litoral sul de Pernambuco

Pedro Stilo
Acelerador Social do Coletivo Pão e Tinta e Apoiador na defesa de comunidades pesqueiras e cultura periférica da Rede GERA
Juntos, representam um ecossistema de mais de 20 organizações sociais de Pernambuco, apresentando um modelo replicável de governança climática que conecta monitoramento comunitário, letramento climático, inovação tecnológica e financiamento direto para as periferias.
A Rede GERA demonstrou que justiça climática só existe quando o investimento chega à base, quando o conhecimento comunitário é reconhecido como tecnologia e quando a governança nasce da cooperação entre saberes e instituições.
Não foi apenas presença. Foi posicionamento, método e prática.
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Pernambuco saiu da COP30 com reconhecimento internacional e com a reafirmação de que as periferias não são apenas territórios vulneráveis, mas sim, territórios de solução.





